maguinha

 
 

Terra

Terra

by Maguinha

Released 2016
Released 2016
Brazilian melodies and rhythms; with hints of the Orient , North and South America, modern Brasilia, crazy loves, irretrievable losses, awakenings in faraway-lands. Songs spring up new with ancient humanity. Recorded in Hong Kong, Brasilia and Goiás, in Brasil
  • 02:50 Story Lyrics
    Terra

    1. Terra (Earth)
    Magda Machado


    Tão longe da minha terra
    Eu vejo que tudo na terra é igual
    Aqui a paisagem é a imagem
    Da minha terra natal
    O que eu vejo é o espelho
    Da lembrança de uma criança

    Tem montanha banhada de luz
    Tem um mar profundo e azul
    Tem estrela esquecida no céu
    E a lua branca faz sonhar

    Tão longe de quem eu amo
    Eu encontro a quem amar
    Tem tanta gente que a gente sente
    Aquele homem é meu parente
    Sua história me vem em mente
    E a terra toda é lar.

    Translation:

    Far away from my native land
    I see that all on earth is the same
    The landscape here looks
    The way it looks where I was born.
    What I see is the mirror
    Of the memories of a child

    There are mountains, awash in sunlight,
    There’s an ocean, deep and blue,
    There’s a star forgotten in the sky
    And the white moon has me dreaming

    So far away from those I love
    I’ve met others I’ve come to love
    There are so many people
    That man is part of my family
    His story comes to my mind
    And all of earth is home.

    Maguinha - vocals
    Alexis Alrich – piano
    Sam Ferrer – double bass
    Jessie Hou – erhu (Chinese violin)
    Parts and arrangement by Alexis Alrich

  • 04:13 Story Lyrics
    O Sentido Do Amor

    Tiro de mim este corpo,
    este abraco, este beijo
    Este cheiro de amor
    Tiro de mim esta mancha
    da pele e da alma
    Este cheiro de flor

    Rasgo-me em unhas e dentes
    E tiro as sementes
    que plantou em mim
    Quebro e queimo este caso
    Transformando em cinza
    O que foi sempre assim

    Turvo e misturo este brilho
    De vinho sem cor
    Me derramo em nada
    E continuo na estrada
    Voltando sozinha pra dor

    Eu sou a mulher que chora
    Eu sou quem vai embora
    Sou quem nunca perdeu
    O sentido do amor
    Voce sim, Adeus!

    I tear myself away from
    The embrace, the kiss
    The scent of love
    I wash off the stain
    On my skin, on my soul
    This scent of flowers

    I tear myself  
    with nails and teeth
    Taking out the seed
    You’ve planted in me
    I break and burn this affair
    Turning into ash
    What was ashes from the start

    I cloud up the clarity
    Of the colorless wine
    I pour myself into nothingness
    And continue on my path
    and I return to pain, alone

    I am the woman who grieves
    I am the one who leaves
    I am who has never lost
    The meaning of love.
    You have. Goodbye!

    Maguinha - vocals
    Marcio Veiga – nylon-string guitar
    Bororó Felipe – bass, piano
    Foka - tenor sax
    Ricardo de Pina – drums and brushes
    Arranged by Bororó Felipe

  • 02:57 Story Lyrics
    Mar Azul

    Será que este mar
    que olha aqui pra mim
    Sabe do outro mar
    que não tem fim
    Que a gente cria pra se navegar
    Não se perder, nem se entregar
    Será que o horizonte
    é o mesmo que sonhei
    Quando inventei um Sonho Azul
    E esta nuvem branca que passou
    Eu escrevi, e não voltou.
    Será que neste olhar que olha pra mim
    Tem uma luz ainda a brilhar
    Não se apagou e sabe bem por quê
    É o Mar Azul a me esperar

    Translation:
    I wonder if the sea
    That now stares at me
    Knows of the other
    Endless sea
    We create wherein to sail
    Not getting lost nor anchoring
    I wonder if this horizon
    Is the same one I was dreaming of
    When I invented a Blue Dream
    And that white cloud passing by
    I wrote of it and it never returned.
    I wonder if in these eyes that look at me
    A light still burns
    It hasn’t dimmed, and I know why
    A Blue Sea awaits me.


    Maguinha - vocals
    Bororó Felipe - bass, piano, nylon-string guitar
    Jairo Reis - electric guitar
    Ricardo de Pina – drums and brushes
    Arranged by Bororó Felipe

  • 03:06 Story Lyrics
    Quimera

    Tá na hora de amansar
    Esta doideira, este bicho, amor
    Que não tem descanso,
    Vaga mundo, e virou zumbí.

    Quantas vidas tem um gato?
    Quanto bicho tem no mato?
    Quantas malas leva um sonhador?
    Este Bicho-Doido tem um nome:
    é Amor.

    Se o Amor é uma quimera
    Quem dera, pudera esquecer
    Se o amor é fantasia
    Um dia quem sabe
    Acabe esta dor


    It’s time to tame
    This crazy wild-thing, my love
    Always restless, a wanderer
    Turned zombie.

    How many lives does a cat have?
    How many wild-things live in the woods?
    How many suitcases can a dreamer carry?
    This crazy wild-thing has a name:
    It is Love.

    If Love is a chimera
    I wish it could be forgotten
    If love is a fantasy
    One day, who can say
    I’ll be finished with this pain


    Maguinha – vocals
    Sergim Veiga – piano, virtual clarinet and cello, other strings.
    Bororó Felipe - bass

    Parts written and arranged by Sergim Veiga
    Recorded at SetUp Music Studio in Goiania, with Sergim Veira and Bororó Felipe.
    Jairo Reis was the sound engineer.

  • 02:52 Story Lyrics
    Adorno Natural


    ... e a natureza me adorna
    Com toda a sua beleza
    Me dando sempre a certeza
    De que se um dia ela se for
    Já não serei mais inteira
    Já não terei mais beleza
    Já não içarei as asas
    Já não terei minha casa
    Já não serei quem eu sou

     

    Translation:

    … and nature adorns me
    With all of its beauty
    Making me always certain
    That if one day she dies
    I won’t be whole anymore
    I won’t be beautiful anymore
    I won’t raise my wings anymore
    I won’t have a home anymore
    I won’t be who I am anymore

     

    Maguinha - vocals
    Dudu Maia - mandolin
    Dudu Sete Cordas - 7-string-guitar, cavaquinho, pandeiro

  • 04:55 Story Lyrics
    Canção de Acordar

    Minha voz chegou ao fim
    Como a vida chega ao fim
    Como tudo chega ao fim
    Como a vida vai passar
    Só não passa
    a minha vontade de cantar.

    E assim nasce uma canção
    Como toda, sem razão,
    A não ser a de alegrar
    A canção que nasce como a flor,
    Sem razão que não seja embelezar

    Inspira a alegria de ser,
    tira a agonia do viver
    no coração de quem escutar

    Tudo passa, tudo passará
    Só não passa a minha vontade de cantar
    A última canção
    Que será a primeira a me acordar
    My voice has come to its end
    Like life comes to an end
    Like everything comes to an end
    Like life will come to pass
    The only thing that does not pass
    Is my desire to sing

    And so a song comes along
    For no reason, like every song,
    Except for bringing a bit of cheer
    The song that comes up like a flower
    For no reason other than to bring beauty

    It inspires the joy of being,
    It ends the agony there’s in living
    In the heart of whoever listens

    All passes, all shall come to pass
    Except for my desire to sing
    The last song
    Which will be the first to wake me

    Maguinha – vocals
    Henrique Lima Santos Neto - 7-string-guitar, solo improvisations
    Dudu Maia – mandolin
    Arranged by Dudu Maia


    Recorded at Estudio Casa do Som in Brasilia, in 2014.

  • 03:12 Story Lyrics
    Jatobá


    Eu vim só pra dizer que te amo
    Desde sempre, para sempre.
    Uma semente germinou e cresceu
    Forte-forte, alto-alto, como Jatobá
    E as raízes adentram a terra
    Cavando da terra o gôzo da vida
    Que alimenta o nosso amor.

    Ouvi o som da terra no rio
    Do barranco o canto manso
    Da corredeira a nos levar
    Cachoeira, palmeira à beira
    Das águas onde o amor nasceu e voou
    Alto-alto, forte-forte, como Jatobá.

    Entre o azul do céu
    E o calor da terra
    Entre folha e raíz
    Corre a seiva do nosso amor
    Doce esquisito
    Fruta única

     

    Hear me say that I love you
    Since always, and forever.
    A seed sprouted and grew
    Very strong, very high, like Jatobá
    Its roots dug into the earth
    Bearing out the joy of life
    That nurtures our loving.

    I heard the sound of the earth
    From the river bank. The mellow song
    Of the current took us
    Waterfall, palm-tree-lined pool
    From where love came and rose up
    Very high, very strong, like Jatobá.

    The lushness of our love flows
    Between the blue of the sky
    And the heat of the earth
    Between leaf and root
    Strange sweetness
    Singular fruit

    Maguinha - vocals
    Dudu Sete Cordas - 7-string-guitar, shaker
    Bruno Patrício - flute
    Valerinho Xavier – brushes
    Arrangement by Dudu Maia.
    Recorded in Brasilia, at Estudio Casa do Som, with Dudu Maia - in 2014.

    From Mexico, Arnaldo Freire transcribed the melody.  Dudu Sete-Cordas did the magic of bringing it to life in Brasilia.

  • 03:59 Story Lyrics
    Lembrança

                                                                                        To Renato Pires Machado, in memoriam


    Quando tu me vens ao pensamento
    É muito mais bonito esse momento
    Do que quando pensei
    Já nao mais lembrar

    Água no deserto
    Flor em campo aberto
    E na mesa, o pão

    O que tu me deixaste é muito mais
    Muito mais do que levaste
    Em meu coração deixaste
    a jóia do Amor.

    O que aprendi de ti me fez capaz
    De ter coragem de viver
    Transformaste o medo e a dor
    Na força do amor.

     

    Translation:

    The moment I think of you
    Is much more beautiful
    Than when I think
    I can’t remember you.

    Water in the desert
    Open field of flowers
    Bread is on the table

    What you left me is much more
    Much more than what you’ve taken
    In my heart you left
    The jewel of Love

    What I learnt from you enabled me
    To have the courage to live
    You changed fear and pain
    Into the strength of Love

     

    Maguinha - vocals
    Henrique Lima Santos Neto - 7-string-guitar, improvisations
    Junior Ferreira - accordion
    Macaxeira Acioli – hand-crafted indigenous percussion
    Arranged by Dudu Maia

  • 02:45 Story Lyrics
    Caminho de Pedra


    Meu amor,
    ‘cê vem e diz pr’eu te esquecer
    E agora diz: como se faz pra esquecer
    De respirar e de comer e de dormir?
    Meu amor, ‘cê vem e diz
    que agora não dá mais
    ‘Cê me entregou
    Como se faz pra entregar
    O que é seu – que te dá asas pra voar?

    Será você a me esquecer
    A me perder
    A repetir os erros
    Sem aprender da vida
    O que deve aprender

    Quando o coração não aceita o perdão
    Nem escuta a razão
    O caminho é de pedra.

     

    Translation:

    My love,
    You come and tell me to forget you
    Now tell me: how does one forget
    To breathe, to eat, to sleep?
    My love, you come to say
    This can’t go on
    You’re giving me up.
    How can you give up
    What’s yours – that gives you wings to fly?

    You will be the one to forget me
    To lose me
    To repeat the mistakes
    Failing to learn from life
    What you must learn

    When the heart can’t accept forgiveness
    Can’t listen to reason
    The road is made of rocks.

    Maguinha - vocals
    Renato Castelo - vocals
    Dudu Sete Cordas – nylon-string guitar, 7-string guitar, and cavaquinho
    Bruno Patrício – tenor sax
    Valerinho Xavier- pandeiro, deaf-drum, tamborim, shakers and brushes

    Arrangement by Dudu Maia. Recorded at Estudio Casa do Som, in Brasilia, in 2014.

     

  • 04:22 Story Lyrics
    Procurando Girassol


    Olhe eu queria viajar pelo sereno
    Mergulhar por essas cores amarelas do ipê
    Correr por dentro desse verde do abacate
    E sair por um atalho na garganta
    de um tiê

    Me pinicar nas folhas soltas de uma urtiga
    E andar feito formiga procurando girassol
    Olhe eu queria tomar banho na goteira
    Da chuva, numa aroeira me secar
    num por de sol.

    Aproveitar o doce de um gomo de cana
    No beijo de uma goiana
    sem poder nem respirar
    E explodir no canto lindo de um bendito
    Sabiá, parar no tempo feito beija-flor no ar

    E ser o vento ter nas mãos uma semente
    E ver ela se mexendo, ir crescendo virar flor
    Olhe eu queria atravessar a gota d água
    Esquecer todas as mágoas
    sendo você meu amor
    Mas eu queria é que tudo fosse assim
    Eu dormindo no seu colo
    e você dormindo em mim.

    Feito um pedaço de doce
    no céu da boca
    Derreter como um suspiro
    ver o cheiro de alecrim
    Mão no seu corpo, calor de beijo molhado
    Sabendo fazer pecado, ouvir não e dizer sim

    I wish I could travel with the morning mist
    Diving into those yellow colors of the Ipê tree
    Running through the green of the avocado
    Taking a shortcut through the throat
    Of a Tiê bird

    Brushing against the sting of nettle leaves
    Walking like an ant looking for a sunflower
    Washing with rain water from the roof leaks
    Climbing up a peppertree to dry off
    In the sunset

    Enjoying the sweetness of a sugarcane chunk
    In the kiss of a Goiana until I have no breath
    Then burst in the gorgeous song of a blessed
    Mockingbird, hover in mid-air like
    A hummingbird

    And be the wind, have a seed in my hands
    Seeing it move, grow and turn into a flower
    Look, I wish I could cross a water-drop
    Forget all sorrows
    Because you are my love
    I would like for everything to be like this:
    Me sleeping on your lap
    You sleeping inside me.

    Just like a piece of sugar
    On the roof-of-the-mouth
    Melting like meringue,
    Seeing the aroma of rosemary
    My hands on your body, warm from kisses
    Crafty sinners, hearing no and saying yes.

    Maguinha - vocals
    Marcus Vinicius Magalhães - 7-string guitar
    Pedro Lopes Vasconcellos – cavaquinho
    Thanise Silva - flute
    Valerinho Xavier - pandeiro, deaf-drum, tamborim, shakers, brushes

    Parts and Arrangement by Pedro Lopes Vasconcellos

     

  • 02:58 Story Lyrics
    Os Tanguistas

    Lyrics

     

    Os tanguistas são donos da tristeza.

    Quero entrar onde habitam

    Quero lembrar por que a paixão

    Dilera os amantes

     

    A dor de amar

    Pode abrir uma ferida

    Que nada nem ninguem

    Vai conseguir sarar

     

    Quando esta musica

    Doida, doída, me lembrar

    Do amor que eu tinha

    Me virá a dor

     

    Toda a dor do mundo

    Que é só minha

     

     

    Tango players are the owners of sadness.

    I want to go into their homes

    To remember the reason why passion

    Is lacerating to lovers

     

    The pain of loving

    May open a wound

    That nothing and no one

    Can ever heal

     

    When this crazy achy

    Music reminds me

    Of the love I used to have

    I will feel the pain

     

    All the pain of this world

    Which I bear alone

     

    Maguinha - vocals

    Alexis Alrich - piano

    William Lane – viola

    Samuel Ferrer – double bass

    Caetano Bartholo - accordion

    Macaxeira Acioli - percussion

     

    Parts and arrangement by Alexis Alrich by Dudu Maia in Brasilia. Recorded in 2014.

  • 02:33 Story Lyrics
    Remembrance (Until the End of Time)


    I’ll remember you with light in your eyes
    I’ll hold you in my heart until the end of time
    And the memory of you
    Will keep me alive

    Oasis in the desert
    Fields of flowers blossom
    I lie down and rest

    The gift I had from you is more, much more
    Than the mighty ocean knows to take
    In my heart the chain of love
    Will never ever break.

    I know I’ve got the strength to carry on
    I walk as if you’re by my side
    The light of you will carry me
    Until the end of time.

    Maguinha - vocals
    Alexis Alrich – piano
    Samuel Ferrer – double bass
    Jessie Hou – erhu (Chinese violin)

    Parts and arrangement by Alexis Alrich
    Sound Engineer - King Kong
    Recorded at Hong Kong Baptist University Music Studio in 2014

NOTES
I wanted to make this album an antidote to bleak landscapes and rampant bitterness. It belongs to those who crave shelter from cynicism and isolation. It is called TERRA (Earth), like the song which is its first track. The feeling of belonging together with all peoples, all of nature, ought to take us over, not through thought or reasoning. My own prescribed remedy is to listen to harmonious melodies, the soothing ancient tenderness of a …
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