Miami Herald

Music Posted on Fri, Mar. 03, 2006 El Nuevo Herald, Miami LUIS E. PALACIOS CD 'Earth and Sky/Terra e Céu' Maguinha Sometimes we are surprised to find a jewel in our own backyard, specially when we come across an artist of the caliber of Magda Pires Machado, better known as MAGUINHA (Portuguese for "little magician" or "little sorceress"). This Brazilian singer has decided to go beyond her weekly performances at Tap Tap Haitian Restaurant (819 5th St., Miami Beach) and has just released Earth and Sky/ Terra e Ceu, a collection of cover songs by composers such as Caetano Veloso (Canto do Povo de Um Lugar), Luiz Gonzaga (Assum Preto), Edu Lobo (Estatuinha), Milton Nascimento (Ponta de Areia) and other great writers of Brazilian music. Gifted with a very expressive voice, Maguinha gives each song a tone of nostalgia that perfectly fits the story it tells, as if each song was taken from her own life. In this album, she is accompanied by guitarists Paulo de Carvalho and Ivo de Carvalho (not related - as explained on her web page). The duo gives the songs the spirit of bossa nova, with sophisticated nuances of jazz and is supported by the precise and suggestive percussion of Felipe de Souto. The songs are further enhanced by melodious solos of wind and string instruments played by Pat Gullotta, Tyler Kuebler, Knut Garshol, and Maluh de Felice, who add even more color and depth to the soulful saudade of the singer. The CD can be purchased at and at Tap Tap, where Maguinha sings every Friday night. What do think about this review? State your opinion, sign it and send it to

In Spanish: 'Earth and Sky/Terra e Céu' Maguinha Muchas veces es sorprendente encontrar joyas en el propio patio, especialmente cuando se trata de una artista de la calidad de Magda Pires Machado, mejor conocida como Maguinha (del portugues "pequena maga''). Esta cantante brasileña ha decidido ir más allá de sus presentaciones semanales en el  bar y restaurante Tap Tap (819 5 St., Miami Beach) y acaba de lanzar Terra E Ceu/Earth and Sky (Tierra y cielo), una colección de temas de autores como Caetano Veloso (Conto do Povo de um Lugar), Luiz Gonzaga (Assum Preto), Edu Lobo (Estatuinha), Milton Nascimento (Ponta de Areia) y otros grandes de la música brasileña. Dueña de una expresiva voz, Maguinha la da a cada canción un tono de nostalgia perfectamente apropiado para sus historias, como si fueran tomadas de su propia vida. En el Album, la acompañan las guitarras de Paulo de Carvalho e Ivo de Carvalho (no son familiares pese a compartir el apellido, aclara su página web) que le dan a los temas el espíritu del bossa nova con marcados matices de jazz, y la percusión precisa y sugerente de Felipe Souto. Las canciones se complementan con instrumentos de viento y violines a cargo de Pat Gullotta, Tyler Kuebler, Knut Garshol y Maluh de Felice que añaden colorido y profundidad al tono de saudade de la cantante con melodiosos solos. El CD está a la venta en y en Tap Tap, a donde Maguinha volverá proximamente para sus presentaciones habituales de los viernes por la noche. ¿Qué© piensa usted sobre este tema? Escriba su opinión, con nombre y apellido, a

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Reviewer: Maguinha is in my opinion, a real diva, one of the best MPB artists of all time. Her renditions of the Brazilian standard songs are awesome. Excellent production, the arrangements are superb! All I'd say is this cd has stunned me! Chilling perfection with much warmth!

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Like fine wine, Maguinha improves with time! I am a musician/songwriter based in New York who had the honor of playing bass behind Maguinha in the 1980's, for no money, just for the pleasure of listening to her voice. OK, maybe I am just a little prejudiced, but from where I sit and listen, this new CD is fabulous. Her voice and interpretation have grown from brilliant to divine. The artistic depth and integrity of this CD is something I now aspire to in my own work. Buy it! -Alph Edwards, NYC

Maguinha Machado, A Adolescente Cinquentona Capturada Pela Sua Voz.

Aos sete anos, Maguinha cantava na festa da padroeira de Piracanjuba, no miolo do sertão goiano. Aos dez anos, cantava em uma igreja de Goiania. Não como tantas meninas do coro, mas com um prepopente perfeicionismo herdado dos pais, músico e cantora. Aos desesseis, cantava no canal de TV local; aos dezoito, nos palcos dos teatros municipais e, na casa dos vinte anos, em bares de Greenwich Village, em Manhattan, e até mesmo no Kennedy Center, em Washington.

Não obstante o sucesso de cada apresentação, recusava-se a abandonar seus estudos, e assim que se formou, entregou-se a outras experiências: ao marketing, à  publicidade, à  produção televisiva, às traduções, à conversão linguística de filmes, à direção de atores em estúdios de gravaçãoo e sobretudo, às atividades familiares e de empenho social. Aos trinta anos, quando lhe pediam uma canção nos salões da alta burguesia italiana de Florença, na Italia, onde a havia trazido um matrimonio italiano, não se fazia de rogada. E nem se negava a cantar em reuniões de pequenos e í­ntimos círculos intelectuais, mas quando lhe pediam para cantar na noite, em algum bar florentino, dizia não. No entanto, sua voz estava sempre na próxima esquina a esperar por ela, como uma amiga que queria, por todas as maneiras, fazer-lhe companhia. Paciente, silenciosa, de vez em quando vencia a parada e a fazia cantar quando estava sozinha, sem que se desse conta, improvisamente levada por uma onda efervescente de alegria melodiosa. Era como se lhe dissesse: Você pode fazer tudo que quiser, mas jamais poderá deixar de cantar. O meu dia há de chegar!

E esse dia chegou, em 2001, em Miami Beach, na Florida. No salão de música do Tap Tap, Maguinha deixou-se arrebatar pela beleza da música do haitiano Manno Charlemagne que cantava, com sua banda. Impulsivamente, ela cantou, da mesa, improvisando harmonias ao redor, por cima, por baixo, das canções dele, inserindo frases musicais brasileiras nos solos instrumentais do grupo - até que, entusiasmados e receptivos, passaram-lhe o microfone. Manno Charlemagne convidou-a a fazer parte de sua banda, e ela, instintivamente, aceitou. Aceitou também participar do novo disco dele, cantando em crioulo, lingua na qual jamais havia cantado. Enfim venceu, definitivamente, a voz, que passa com agilidade extraordinária das notas altí­ssimas aos tons graves, quase de contralto. Com a mesma agilidade, a voz nos conduz a tres ou quatro realidades culturais diversas, interpretando canções em línguas aprendidas nos vários lugares do mundo onde viveu.

Mas a virtude de Maguinha é a de ter permanecido adolescente, não só em sua aparência jovial, mas em sua capacidade de maravilhar-se e de maravilhar os outros: um coquetel fresquí­ssimo de espontaneidade, com um leve sabor de feminilidade, ainda inocente, mas grávida de significado. Dentro de poucas semanas sairá um novo disco, entitulado Earth and Sky. Nele, cantará em português as canções que cantava quando menina, e antes de deixar o Brasil. É acompanhada por dois violonistas sensibilí­ssimos, Ivo de Carvalho e Paulo de Carvalho, e outros instrumentistas de peso: Maluh de Felice no violino, Pat Gullota no trombone, Knut Garshol na clarineta, Tyler Kubler no saxofone e Felipe Souto na percussão. Músicos que se entendem perfeitamente, grandes amigos na vida real. A voz capturou a dona e ditou os rumos. Em vão, a dona quis protestar com objeções: “Já é muito tarde!” ou “NÃO posso mais retomar este caminho!” Ao que a voz respondeu, absolutamente segura: Nunca é tarde para voltar à  casa.

Gianni Cozzo Teatrólogo Genova, Itália.  Janeiro, 2006

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