maguinha

 
 

Bio em portugues

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Maguinha, Minha Irmã Cantadeira

de Betulia Machado Eriksson

Nascemos e crescemos no interior de Goiás, no Brasil. Um rio - com suas curvas, correnteza, águas turvas e ponte preta - cortava nosso mundo. Esse rio era o Piracanjuba. Depois do rio, a estrada empoeirada levava até a cidade e depois ao imenso universo que era o nosso quintal.

Foi lá, entre mangueiras e goiabeiras, com as cigarras e os passarinhos - juntamente com o violão de papai e a voz bonita e afinada de mamãe - que Maguinha aprendeu a cantar. Eu, que só gostava de brincar com grilos, lagartos, barro e com os buracos no muro de adobe, me contentava em rabiscar a terra com pau seco enquanto escutava os seus gorjeios.

Enquanto crescíamos, nossa casa era razão de serenata. Nosso alpendre, um jardim repleto de rosas roubadas e atiradas pelos seresteiros, com suas petalas salpicando o chão.

A vida foi parindo todos os sonhos da Maguinha, sonhos de gente, sonhos de bichos, até que os sonhos sairam na sua voz. Os anos transformaram seus gorjeios. Sua voz conheceu as cores, os sabores, o mato, as cidades, e as estações - até chegar no outono.

Entre nós existe um laço de linhas invisíveis. E ela sempre teve o mapa de minha alma na palma de sua mão.

Não há o que escrever sobre Maguinha. Nem o que dizer, nem o que pensar. Porque para o mais bonito, não existem palavras. Elas ainda não foram inventadas. Fico por aqui, na beleza do desinvento. Esperando ser como as criancas que falam sobre o tudo, parecendo que estão falando sobre o nada.

 

 

Magda Machado, mais conhecida como Maguinha



Nasceu no Brasil, em Hidrolândia, no estado de Goiás.

Aprendeu a cantar com sua mãe, Natércia, e com seu pai, Jacson. Aos 6 anos já cantava em festas da paróquia da Igreja de Santo Antonio, e em festas da família. Em 1963, aos 13 anos, foi crooner do conjunto musical liderado por seu pai, saxofonista e clarinetista. A partir de 1965 partecipou de peças de teatro, shows e festivais de música, em Goiania. Rebeceu o premio de melhor interprete do Festival de MPB em 1969. Foi viver nos Estados Unidos em 1970 durante a ditadura que durou, no Brasil, de 1964 a 1980.  Em New York, cantou com Samuel Elyachar, Alph Edwards, Ze Marcos, Dom Um Romão, Romero Lubambo e Nilson Matta.
Em Firenze, na Itália, em Firenze, cantou com Luiz Lima.  Em Brasilia, cantou com Roberto Pereira, o Arun, com Claudio Vinicius, e com Jaime Ernst Dias.

Em San Francisco e areas vizinhas cantou com David Blakey, Tim Goplerud, Marcos Silva e Ricardo Peixoto.  

 

Em Miami, e areas vizinhas, cantou com o grande compositor e cantor haitiano Manno Charlemagne e sua Tap Tap Band, e com Paulo Carvalho, Ivo Carvalho, Ze' Rubens Lopes, Edu Helou, Maluh Felice, Luiz Felipe Souto,

Em Hong Kong, trabalhou com Alexis Alrich, pianista e compositora americana a qual transcreveu partituras e fez arranjos, e onde teve inicio a gravação do disco "Terra".

 

Na Suecia desde 2015, trabalha principalmente com o violonista Arnaldo Freire. Juntos fazem apresentações em clubes e teatros em Gotemburgo e arredores.


Discografia: 

"De Verde e Luz" (Brasil, 1983), Earth and Sky/Terra e Céu, (Orlando, 2005), The Sound and The Feeling, projeto de free-jazz com Saulo Ferreira, (Miami, 2006), e  Voyage to Vera Cruz, feito com o premiado violonista Douglas Lora (Hollywood, 2007), "Terra" (Hong Kong e Brasil), 2014. Lançado nos EUA, o disco apresenta trabalhos originais da musica brasileira, e dele parteciparam 22 musicos.

"Earth and Sky" foi indicado ao Brazilian International Press Award 2006 .

"Voyage to Vera Cruz" foi premiado pelo Brazilian International Press Award 2008 como o mais notável CD de artista brasileiro a ser lançado nos EUA naquele ano

Os três trabalhos estão em CD e em .mp3s em todos os sites que disponibilizam faixas digitais de gravações - como iTunes, Spotify, e outras tantas.

Para ver, ouvir e adquirir, entre aqui:  www.cdbaby.com/Maguinha/Artist